Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Amigos de CHE Guevara

 

Amigos
Harry Villegas (Pombo) 
Pombo era o nome de guerra e foi escolhido por Guevara . Foi o único que esteve com ele em todos os fronts, de Sierra Maestra à Bolívia. Um belo dia Fidel Castro chamou a ele e Carlos Coelho (Tumas) e disse que eles iriam encontrar Che na floresta congolesa. - "Ele nos disse que nossa missão principal era a segurança de Che ". Fidel deu a eles, como presente, dois relógios Rolex. A chegada na África foi decepcionante. Os 120 cubanos do grupo guerrilheiro estavam a pique do desespero . As forças congolesas não podiam ser mais desorganizadas.- "Che nos dava aulas de paciência. Ele insistia em lembrar que os hábitos e a cultura eram muito diferentes dos nossos. Ele nos pedia esforços para tentar compreendê-los." Depois do fracasso no Congo, Pombo e Tuma foram a Praga, encontrar Che, que viajava na clandestinidade . Meses depois outra vez reunidos na Bolívia, onde Tumas acabaria sendo morto. Antes de morrer, Tuma entregou a Guevara o Rolex que havia ganho de Fidel e pediu a ele que entregasse a seu filho que nascera em quanto ele estava longe de Cuba . Quando Che foi assassinado na vila de L Higuera, um dos dois relógios capturados com ele era de Tuma . Pombo, com Tamayo e Benigno (que posteriormente exilou-se em Paris) , é um dos três sobreviventes da guerrilha na Bolívia. Foi também um dos poucos soldados profissionais a merecer a Ordem de Heróis da República de Cuba . Ele esteve em missões em Angola, Moçambique e Nicarágua. Tem 56 anos e ocupa o posto de Brigadeiro - General. Enrique Oltusky Era chamado "O Pequeno Polaco". Estudou arquitetura em Mimai e se graduou em 1954. No seu primeiro encontro com Che, manteve uma séria discussão sobre a questão "a revolução deve ficar escondida ou não". Che defendeu ardorosamente a posição de que devia se fazer a maior publicidade possível sobre o que se passava em Cuba. Em 1959, vencia essa questão, foi escolhido ministro das Comunicações do novo governo. Oltusky acabaria acompanhando Che nas suas várias funções administrativas e foi , durante 20 anos , representante oficial da indústria de pesca cubana. Ele trouxe essa experiência gerencial dos tempos em que era executivo da empresa Shell, pouco antes de decidir pela clandestinidade. Rogerio Acevedo Aos 56 anos, o Major General Rogelio Acevedo tem uma carreira militar extensa e bem - sucedida, tendo sido inclusive ministro de Armas e Tecnologia. Começou sob o comando de Che no verão de 1957, no vale de El Hombrito, no coração de Sierra Maestra.Rogelio tinha 16 anos e caiu para a clandestinidade junto com o irmão mais moço, Enrique. Ele considera o exemplo de Che vital na sua existência e na sua carreira. "Ele poderia ter conseguido a vitória e voltar para a Argentina, mas não, ele preferiu continuar trabalhando brutalmente, noite e dia, dormindo quatro ou cinco horas, para tentar organizar esta revolução de uma maneira dedicada e desinteressada". Há sete anos, Rogélio foi colocado de maior autoridade da aviação civil em Cuba. "Eu não entendia nada de aviões, mas essa era uma tarefa e eu tinha que assumi-la, exatamente como o ´Argentino´ me ensinou ". Jorge Serguera Rivieri Mais conhecido como "Papito Serguera" era advogado e doutor em filosofia e artes quando se juntou a guerrilha. Durante a campanha foi uma parceria assídua para Che nos jogos de xadrez. Depois da vitória costumava visitar Che no ministério e manteve o hábito: "Costumávamos jogar entre oito e dez partidas ". Em 1963 foi indicado embaixador na Argélia. De lá ajudou a preparar os focos de guerrilha para Guevara no Congo e na Bolívia. Papito esteve com Che na sua segunda viagem à África, em fins de 1964 e começo de 1965. " Ele era humanista e um filósofo da História, com uma excepcional disposição para a ação". Serguera ocupou vários postos, desde diretor da Rádio e TV de Cuba até responsável por uma fábrica de lâmpadas. José Manuel Manresa Nunca chamou Guevara pelo nome. Era sempre "o comandante". Servia na fortaleza de La Cabaña, quando Guevara instalou-se lá, durante a marcha para Havana. Esteve com ele no Instituto de Reforma Agrária, depois no Banco Nacional de Cuba e no Ministério de Indústria. Se lembra que Che só permitia que os funcionários se alimentassem com a comida da cantina e fazia escândalo enorme caso flagrasse alguém se alimentando com "bugigangas" compradas na rua. "Era extremamente rigoroso com ele mesmo". Com a morte de Che, foi trabalhar no Ministério de Comércio Exterior. Hoje está aposentado, com 70 anos. Leonardo Tamoyo Núnez (Urbano) Ele chegou a Sierra Maestra com 15 anos. No primeiro dia que viu Che, o Comandante perguntou: "O que você está fazendo aqui?" "O mesmo que você", respondeu Tamayo.Esteve praticamente ao lado de Che durante 10 anos e sete meses . Aos 55 anos, Tamoyo ainda é um homem enérgico. É coronel e carrega no cinto a pistola russa CTDKNH 509, presente de Fidel. Foi um dos que escaparam atravessando o Andes: "Caminhamos 6 meses ". Segundo conta , ao ser capturado, Guevara carregava US$ 20 mil. "Era o financiamento da revolução. Os militares bolivianos nunca declararam esse dinheiro". Hoje Tamayo trabalha com Ramiro Valdés. José Ramon Silva Serviu durante toda a campanha contra Batista nas colunas 4 e depois na 8, ambas com Che. Foi ferido três vezes. "Um dia, durante um combate, um camarada tentou lhe oferecer uma lata extra de leite. Ele estava muito mal porque estava com um de seus habituais ataques de asma. Ele recusou, e só tomou uma colher". Silva esteve ao lado de Che na invasão da Baía de Porcos. Aposentou-se como coronel. Manuel Pineiro Losada (Barbaroja) Quando encontrou Che em Sierra Maestra já tinha seu "boletim" uma série de atos de sabotagem em sua cidade natal e em Havana. Mais tarde, em 1961, criou, com Ramiro Valdés, os primeiros núcleos de segurança que dariam origem ao Ministério do Interior. Ainda naquele ano colaborou com Che na escolha e preparação de focos de guerrilha na Argentina, Congo e Bolívia. "Che sempre sonhou com a revolução na Argentina, Bolívia e Congo seriam apenas degraus preparatórios", diz Piñeiro. Ele conta com um surpreendeu Che no se gabinete se equilibrando sobre uma linha imaginária: "Esta é a fronteira da Argentina e eu tenho que atravessá-la antes de ficar muito velho". Piñeiro conta que a excessiva audácia de Che era uma das suas preocupações constantes. Ele teve, por ordem de Fidel, a missão de acompanhar e monitorar Che na Bolívia: "Era minha principal função naquela época Nós informávamos Fidel quase diariamente sobre o que estava acontecendo na Bolívia, sempre que as condições de comunicação permitiam". Piñeiro diz que freqüentemente sonha com Che no seus últimos momentos. Ele está com 64 anos, e é casado com a escritora chilena Marta Harneker. Salvador Vilaseca Forné .Ele tinha 50 anos e Guevara 31. Era professor de matemática e deu aulas para Che. Uma vez, viajando juntos pela Europa, Guevara pediu-lhe para comprar alguns livros em sebos. Vilesca perdeu um vôo marcado para Madri para atender o pedido. Depois de alguns dias, Che foi indicado presidente do Banco Nacional de Cuba. Che ligou, convidando-o a trabalhar com ele como diretor. eu", respondeu Che. "Eu não entendo nada de bancos", objetou Vilaseca. "Nem Vilaseca passou enato a dar aulas de matemáticas para Che, duas vezes por semana, às terças, das 8 às 9, e aos sábados, das 8 até o horário em que Che se cansava. Às vezes as aulas chegavam até a noite. Primeiro ensinou-lhe matemática elementar, depois álgebra, geometria analítica, cálculo diferencial, cálculo integral e equações. Em 1964, Vilaseca disse-lhe: "Não tenho mais nada a ensinar a você".juntos Enato, por sugestão de Che, eles passaram a estudar matemática avançada até Che partir para a guerrilha no Congo. Vilaseca está com 88 anos. Aposentou-se como reitor da Escola Diplomática está escrevendo um livro: " O Che que eu conheci".Joel Iglesias Foi um dos mais jovens capitães de Che. Ele foi para a clandestinidade em maio de 1957, mas Fidel não aceitou sua inscrição. Serviu na tropa de Che. "Eu não sabia ler ou escrever e Che me disse que eu só poderia usar as insígnias depois que eu aprendesse. Quando eu aprendi ele me deu uma biografia de Lennin e disse que iria me fazer perguntas sobre o livro". Iglesias é hoje, aos 55 anos, coronel reformado. Ramiro Valdés Ramiro tinha 23 anos quando participou do ataque do quartel de Moncada, em 1956, e passou dois anos preso, junto com Fidel e outros sobreviventes daquela ação. Foi duas vezes ministro do Interior, a última entre 1979 e 1984 e atualmente comanda o grupo de informática e eletrônica, um consórcio compreendendo 10 mil funcionários, uma divisão do Ministério da Indústria. Segundo Ramiro , aprender com Guevara a ter respeito pelos outros e auto-respeito. Enrique Acevedo Enrique Acedo estava com hepatite, em casa, quando foi informado de que dois jornalistas estrangeiros tinham procurado por ele para falar sobre o Che. O Brigadeiro Enrique Acevedo não hesitou. Minutos depois ele aparecia no Hotel Nacional de Havana usando jeans e camiseta T-Shirt. Trazia com ele o livro publicado há três anos, com suas lembranças do tempo em que serviu na guerrilha sob as ordens de Che. "O Descamisado" , uma homenagem ao Argentino. Enrique subiu a Sierra Maestra aos 14 anos com seu irmão Rogelio, que tinha 16 na época. Ele tinha 17 quando Che soube que ele comprara dinamite de um revendedor norte americano. Como "punição", Guevara mandou-o para um curso universitário. Anos depois, Orlando Borrego, na época ministro da Indústria Açucareira, convenceu Fidel Castro a mandar Enrique juntar-se à força guerrilheira de Che, na Bolívia. "Quando soube, Enrique deu pulos de alegria", lembra Borrego. A viagem acabou não se realizando. Guevara morreu antes. Victor Bordón Foi pessoalmente o responsável pelo Movimento 26 de Julho na Sierra de Escambrey, onde Guevara chegou em outubro de 1958, comandando a coluna de 146 homens . Depois de uma invasão de mais de 550 quilômetros, que tomara 47 dias de lutas, Bordón, que já tinha o titulo de "comandante", encontrou Che e colocou sob seu comando suas tropas, com mais de 300 homens. "Ele imediatamente me rebaixou, chamando-me de capitão". Mais tarde, depois de um duro combate, Che congratulou-se com ele. "Belo serviço, comandante". Ao que Bordón retrucou: "Capitão, não comandante". Guevara confirmou Bordón como Comandante e Bordón pediu-lhe que, sendo assim, aproveitasse a primeira reunião da tropa para comunicar essa decisão. "Um homem pode ser rebaixado em público e promovido em silêncio", respondeu Che. Desde 1983, Bordón esta no comando da Comental, um consórcio de empresas com 840 trabalhadores. Aleida March Foi a última mulher de Che e mãe de quatro dos seus cinco filhos. Aleida conheceu Che quando tinha 24 anos e era ativista clandestina do movimento 26 de julho na província de Las Villas. "Meu relacionamento com ele era apenas o de companheiros da mesma causa" lembra ela . Depois da vitória da revolução ela casou-se com Che. "Eram tempos duros. Ele chegava em casa todas as noites às três, às vezes às quatro, ou mesmo as seis da manha. Não podia - mos ter o luxo de pensar numa casa para nós . Estávamos construindo uma nova sociedade!" - Aleida fala sem reprovações ou críticas. Quando Che partiu para o Congo e depois para a Bolívia, eles continuaram a se corresponder sempre que possível. Antes de partir Guevara deixou-lhes varias cartas, uma para Fidel, outra para seus pais , e uma outra para os filhos do casal .Para Aleida , deixou uma fita gravada de 60 minutos com seus poemas preferidos de Pablo Neruda, César Vallejo, Nicolás Guilen e outros. "Nosso plano era encontrarmo - nos novamente na Bolívia, e depois, quando envelhecêssemos, iríamos lembrar de passagens da nossa própria história" Trinta anos se passaram , Aleida está com 66 anos. Ela agora é encarregada do Arquivo Pessoal de Che em Havana. Todos os filhos fizeram carreiras universitárias. - Aleida é especializada em alergia, como o pai; Célia é veterinária ; Camilo e Ernesto são advogados. Juan Alberto Castellanos Elo perdido de Guevara com a Argentina. Em 1963 infiltrou-se na Argentina com Jorge Masseti para estabelecer um foco, que seria mais tarde operado por Guevara . Castellanos foi treinado e começou uma odisséia: Roma, Dakar, Rio, São Paulo, Santa Cruz de La Sierra, cochabamba, La Paz, de novo Cochabamba e de lá até a fronteira. Durante um combate, Masseti desapareceu. Um outro assistente pessoal de Che, Hermes, foi assassinado, e Castellanos detido em 4 de março de 1964. Ele passou vários anos numa prisão argentina, onde soube da morte de seu chefe Guevara. De volta a Cuba ele se reintegrou ao Exército cubano, tomou parte na guerra de Angola e, mais tarde, juntou-se à guerrilha sandinista na Nicarágua. Hoje, é coronel reformado. Oscar Fernandes Mell Formou-se em medicina em 1956 e um ano depois caiu na clandestinidade, indo lutar na coluna do Che. Foi ele quem cuidou do braço ferido do Comandante que entrou na capital, Havana, com uma tipóia em 1959. Foi um dos mais íntimos amigos, sendo médico da sua família. Esteve com o Che na guerrilha do Congo. Hoje está com 65 anos, tendo sido embaixador na Grã-Bretanha e na Finlândia. 


Enrique Oltusky 

Era chamado "O Pequeno Polaco". Estudou arquitetura em Mimai e se graduou em 1954. No seu primeiro encontro com Che, manteve uma séria discussão sobre a questão "a revolução deve ficar escondida ou não". Che defendeu ardorosamente a posição de que devia se fazer a maior publicidade possível sobre o que se passava em Cuba. Em 1959, vencia essa questão, foi escolhido ministro das Comunicações do novo governo. 

Oltusky acabaria acompanhando Che nas suas várias funções administrativas e foi , durante 20 anos , representante oficial da indústria de pesca cubana. Ele trouxe essa experiência gerencial dos tempos em que era executivo da empresa Shell, pouco antes de decidir pela clandestinidade. 


Rogerio Acevedo 

Aos 56 anos, o Major General Rogelio Acevedo tem uma carreira militar extensa e bem - sucedida, tendo sido inclusive ministro de Armas e Tecnologia. Começou sob o comando de Che no verão de 1957, no vale de El Hombrito, no coração de Sierra Maestra.Rogelio tinha 16 anos e caiu para a clandestinidade junto com o irmão mais moço, Enrique. Ele considera o exemplo de Che vital na sua existência e na sua carreira. "Ele poderia ter conseguido a vitória e voltar para a Argentina, mas não, ele preferiu continuar trabalhando brutalmente, noite e dia, dormindo quatro ou cinco horas, para tentar organizar esta revolução de uma maneira dedicada e desinteressada". 

Há sete anos, Rogélio foi colocado de maior autoridade da aviação civil em Cuba. "Eu não entendia nada de aviões, mas essa era uma tarefa e eu tinha que assumi-la, exatamente como o ´Argentino´ me ensinou ". 


Jorge Serguera Rivieri 

Mais conhecido como "Papito Serguera" era advogado e doutor em filosofia e artes quando se juntou a guerrilha. Durante a campanha foi uma parceria assídua para Che nos jogos de xadrez. Depois da vitória costumava visitar Che no ministério e manteve o hábito: "Costumávamos jogar entre oito e dez partidas ". 

Em 1963 foi indicado embaixador na Argélia. De lá ajudou a preparar os focos de guerrilha para Guevara no Congo e na Bolívia. Papito esteve com Che na sua segunda viagem à África, em fins de 1964 e começo de 1965. " Ele era humanista e um filósofo da História, com uma excepcional disposição para a ação". Serguera ocupou vários postos, desde diretor da Rádio e TV de Cuba até responsável por uma fábrica de lâmpadas. 


José Manuel Manresa 

Nunca chamou Guevara pelo nome. Era sempre "o comandante". Servia na fortaleza de La Cabaña, quando Guevara instalou-se lá, durante a marcha para Havana. 

Esteve com ele no Instituto de Reforma Agrária, depois no Banco Nacional de Cuba e no Ministério de Indústria. Se lembra que Che só permitia que os funcionários se alimentassem com a comida da cantina e fazia escândalo enorme caso flagrasse alguém se alimentando com "bugigangas" compradas na rua. "Era extremamente rigoroso com ele mesmo". Com a morte de Che, foi trabalhar no Ministério de Comércio Exterior. 

Hoje está aposentado, com 70 anos. 


Leonardo Tamoyo Núnez (Urbano) 

Ele chegou a Sierra Maestra com 15 anos. No primeiro dia que viu Che, o Comandante perguntou: "O que você está fazendo aqui?" "O mesmo que você", respondeu Tamayo.Esteve praticamente ao lado de Che durante 10 anos e sete meses . Aos 55 anos, Tamoyo ainda é um homem enérgico. É coronel e carrega no cinto a pistola russa CTDKNH 509, presente de Fidel. Foi um dos que escaparam atravessando o Andes: "Caminhamos 6 meses ". 

Segundo conta , ao ser capturado, Guevara carregava US$ 20 mil. "Era o financiamento da revolução. Os militares bolivianos nunca declararam esse dinheiro". Hoje Tamayo trabalha com Ramiro Valdés. 


Salvador Vilaseca Forné 

Ele tinha 50 anos e Guevara 31. Era professor de matemática e deu aulas para Che. Uma vez, viajando juntos pela Europa, Guevara pediu-lhe para comprar alguns livros em sebos. Vilesca perdeu um vôo marcado para Madri para atender o pedido. Depois de alguns dias, Che foi indicado presidente do Banco Nacional de Cuba. Che ligou, convidando-o a trabalhar com ele como diretor. "Eu não entendo nada de bancos", objetou Vilaseca. "Nem eu", respondeu Che. Vilaseca passou enato a dar aulas de matemáticas para Che, duas vezes por semana, às terças, das 8 às 9, e aos sábados, das 8 até o horário em que Che se cansava. Às vezes as aulas chegavam até a noite. Primeiro ensinou-lhe matemática elementar, depois álgebra, geometria analítica, cálculo diferencial, cálculo integral e equações. Em 1964, Vilaseca disse-lhe: "Não tenho mais nada a ensinar a você". Enato, por sugestão de Che, eles passaram a estudar juntos matemática avançada até Che partir para a guerrilha no Congo. 

Vilaseca está com 88 anos. Aposentou-se como reitor da Escola Diplomática está escrevendo um livro: " O Che que eu conheci". 


Enrique Acevedo 

Enrique Acedo estava com hepatite, em casa, quando foi informado de que dois jornalistas estrangeiros tinham procurado por ele para falar sobre o Che. O Brigadeiro Enrique Acevedo não hesitou. Minutos depois ele aparecia no Hotel Nacional de Havana usando jeans e camiseta T-Shirt. Trazia com ele o livro publicado há três anos, com suas lembranças do tempo em que serviu na guerrilha sob as ordens de Che. "O Descamisado" , uma homenagem ao Argentino. 

Enrique subiu a Sierra Maestra aos 14 anos com seu irmão Rogelio, que tinha 16 na época. Ele tinha 17 quando Che soube que ele comprara dinamite de um revendedor norte americano. Como "punição", Guevara mandou-o para um curso universitário. 

Anos depois, Orlando Borrego, na época ministro da Indústria Açucareira, convenceu Fidel Castro a mandar Enrique juntar-se à força guerrilheira de Che, na Bolívia. "Quando soube, Enrique deu pulos de alegria", lembra Borrego. A viagem acabou não se realizando. Guevara morreu antes. 


Victor Bordón 

Foi pessoalmente o responsável pelo Movimento 26 de Julho na Sierra de Escambrey, onde Guevara chegou em outubro de 1958, comandando a coluna de 146 homens . 

Depois de uma invasão de mais de 550 quilômetros, que tomara 47 dias de lutas, Bordón, que já tinha o titulo de "comandante", encontrou Che e colocou sob seu comando suas tropas, com mais de 300 homens. "Ele imediatamente me rebaixou, chamando-me de capitão". Mais tarde, depois de um duro combate, Che congratulou-se com ele. "Belo serviço, comandante". Ao que Bordón retrucou: "Capitão, não comandante". Guevara confirmou Bordón como Comandante e Bordón pediu-lhe que, sendo assim, aproveitasse a primeira reunião da tropa para comunicar essa decisão. "Um homem pode ser rebaixado em público e promovido em silêncio", respondeu Che. 

Desde 1983, Bordón esta no comando da Comental

um consórcio de empresas com 840 trabalhadores. 


Aleida March 

Foi a última mulher de Che e mãe de quatro dos seus cinco filhos. Aleida conheceu Che quando tinha 24 anos e era ativista clandestina do movimento 26 de julho na província de Las Villas. "Meu relacionamento com ele era apenas o de companheiros da mesma causa" lembra ela . 

Depois da vitória da revolução ela casou-se com Che. "Eram tempos duros. Ele chegava em casa todas as noites às três, às vezes às quatro, ou mesmo as seis da manha. Não podia - mos ter o luxo de pensar numa casa para nós . Estávamos construindo uma nova sociedade!" - Aleida fala sem reprovações ou críticas. 

Quando Che partiu para o Congo e depois para a Bolívia, eles continuaram a se corresponder sempre que possível. Antes de partir Guevara deixou-lhes varias cartas, uma para Fidel, outra para seus pais , e uma outra para os filhos do casal .Para Aleida , deixou uma fita gravada de 60 minutos com seus poemas preferidos de Pablo Neruda, César Vallejo, Nicolás Guilen e outros. "Nosso plano era encontrarmo - nos novamente na Bolívia, e depois, quando envelhecêssemos, iríamos lembrar de passagens da nossa própria história" 

Trinta anos se passaram , Aleida está com 66 anos. Ela agora é encarregada do Arquivo Pessoal de Che em Havana. Todos os filhos fizeram carreiras universitárias. - Aleida é especializada em alergia, como o pai; Célia é veterinária ; Camilo e Ernesto são advogados. 

 


publicado por nunune às 13:27
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. pensamentos de Bob Marley

. Fácil e difícil

. "Amizade..."

. Chorando com a Chuva

. VIDA DE BOB MARLEY

. BIOgrafia de BOB MARLEY

. Amilcar Cabral

. Amigos de CHE Guevara

. Historia de Che guevara

. O ultimo combate de che g...

.arquivos

. Maio 2009

. Abril 2009

blogs SAPO

.subscrever feeds